A infância e a juventude de Santa Rita

Rita era para seus pais um precioso dom concedido à fé e às orações, e assim eles se esmeraram em educar a sua filha nos sentimentos religiosos. Analfabetos, procuravam transmitir à criança seus conhecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santa Virgem Maria e dos santos populares.

 

 

Apenas chegara à idade da razão e apareceram em Rita os primeiros sinais de virtude que, sob influência da graça divina, desenvolveram-se em sua bela alma.

 

Rita era um anjo, dócil, respeitosa e obediente para com seus velhos pais, a quem amava com delírio.

 

Os ensinamentos que seus pais lhe davam levaram-na a decidir, aos 8 anos de idade, a consagrar a sua virgindade a Jesus, esposo das virgens.

 

Gostava tanto da vida retirada que seus pais lhe permitiram ter um oratório dentro de casa; alí passava os dias meditando no amor de Jesus e purificando seu inocente corpo com penitências.

 

Aos 16 anos já pensava no modo de confirmar definitivamente sua consagração a Jesus Cristo por meio dos votos perpétuos. Rita chegou a pedir, de joelhos, licença para entrar no convento.

 

Seus pais, porém, com a idade avançada, guiados pelo amor natural e não querendo deixá-la só neste mundo, resolveram casá-la com um jovem que pedira sua mão.

 

Não se sabe exatamente qual a idade de Rita nessa época. Certos autores dizem que ela tinha 18 anos.

 

Que lutas e que dores para o coração dessa jovem! Ela se via ntre o amor à virgindade e a obediência devida a seus pais. Não tinha coragem de dar a um homem o coração que desde a infância consagrara a Deus e, por outro lado, causavam-lhe piedade seus velhos pais, muito idosos, aos quais se acostumara a obedecer nas mínimas coisas.

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