Segundo dia da novena

.:. Meditação para o segundo dia da novena:


Casamento de Santa Rita

No agitado final do século XIV, não se poderia imaginar uma dedicação integral a Cristo a não ser nos conventos e mosteiros, verdadeiros refúgios de paz em meio à confusão geral. Rita ainda menina acalenta este ideal. Aprende a rezar com seus pais, e na oração encontra a resposta às suas indagações.

 

Deus, porém, tem seus planos que, às vezes não coincidem com aquilo que nós imaginamos ser a felicidade. Rita imagina a felicidade na paz do convento. Mas, Deus quer fazer de Rita um exemplo de santidade, nos caminhos mais diferenciados possíveis. Com seus 17 ou 18 anos, surge um pretendente. Não é por certo, o homem ideal para nenhuma moça cristã.

 

Rapaz violento, dado à farras e bebedeiras. Mas Rita acostumara-se a ver na vontade de seus pais, a vontade de Deus. E o rapaz, chamado Paulo Fernando, consegue o seu intento. Dentro de pouco tempo era realizado o casamento. Rita aceita aquele casamento, e empenha-se em viver a vida cristã com o homem que Deus colocara no seu caminho.

 

Os historiadores falam do caráter violento de Paulo, de suas brigas e bebedeiras, como também de seu envolvimento com os bandos armados que percorriam a região. Sem dúvida Rita ouvira falar do exemplo de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, que com paciência, ternura, modéstia e humildade conseguira transformar seu marido Patrício e levá-lo a receber o batismo antes de sua morte.

 

A região de Rita conta com inúmeros conventos de frades agostinianos, muitos deles famosos por sua santidade de vida e pela pregação do evangelho. Estes frades atendem espiritualmente o povoado de Rita, Roccaporena. Deles, Rita aprende as lições de humildade e mansidão, e começa a viver dentro de casa, em plenitude, as lições do evangelho.

 

Em pouco tempo Paulo transforma-se. Deixa de ser aquele marido violento e esforça-se por ser mais compreensivo e mais dedicado aos filhos e à esposa.