12 de maio: Beato Guilherme Tirry

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O frade agostiniano

 

morreu defendendo

 

a fé Católica

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O sacerdote agostiniano Guilherme Terry deu sua vida pela fé Católica quando os reformadores protestantes tentaram impor sua religião ao povo irlandês.

 

Traído por cinco moedas de prata, ele próprio foi acusado de traição à pátria e condenado à pena de morte por enforcamento.

 
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Quando foi levado


ao local da 


execução, ele


vestia o hábito


religioso e rezava


o terço

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A história do beato Guilherme Tirry é a história do pastor que permanece em seu posto quando ele poderia ter fugido, sabendo que ele estava colocando sua vida em perigo.

 

 

Guilherme Tirry nasceu na cidade de Cork, na Irlanda, em 1608. Ele pertencia à uma família distinta e tinha um tio - por parte de pai - que era bispo.

 

Guilherme entrou para os Agostinianos em sua cidade natal. Depois de ter ingressado na Ordem, ele estudou em Valladolid (Espanha), Paris (França) e Bruxelas (Bélgica). Estudou fora da Irlanda porque, naquela época, os que se preparavam para o sacerdócio tinham sair do país para poder cursar os estudos necessários.

 

Depois de ordenado sacerdote ele retornou à Irlanda. Poucos anos depois começaram as hostilidades contra a Igreja e seus membros. Mesmo assim, Guilherme foi muito ativo em vários ministérios, entre eles o de capelão de seu tio bispo.

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Capelão é o padre responsável por rezar missa em capelas em regimentos militares, escolas, hospitais, irmandades religiosas, etc.

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Em 1646 Guilherme Tirry foi nomeado assistente do Prior Provincial e em 15 de junho de 1649 foi nomeado prior do convento no vilarejo de Skreen sem, contudo, ser capaz de viver lá por causa das tropas de Cromwell.

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O governo de Cromwell - refletindo o que ele pensava - não era partidário da democracia ao mesmo tempo que era fervorosamente anti-católico.

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Depois da chegada de Cromwell à Irlanda, intensificou-se uma forte perseguição à Igreja e o padre frei Guilherme não pode mais manter em aberto seu ministério. Em 1650 os padres começaram a ser explulsos da Irlanda e Guilherme Tirry tornou-se um homem perseguido. Ele trabalhou como professor particular de uma família ao mesmo tempo que exercia ocultamente seu ministério sacerdotal.

 

Ele foi eventualmente traído por 5 moedas de prata. Os soldados o encontraram vestido para presidir a missa. Eles encontraram, também, alguns escritos em defesa da fé católica. O fato de ele ter sido descoberto vestido de sacerdote fez com que ele fosse duplamente culpado. Além do mais, uma busca em seu quarto descobriu um manuscrito que ele tinha escrito referente a erros doutrinais do Protestantismo.

 

Guilherme Tirry foi preso em Fethard no Sábado Santo, dia 25 de março de 1654 justamente quando ele estava prestes a celebrar a Vigília Pascal. Foi acusado de traição à patria em virtude de uma lei publicada no dia 6 de janeiro de 1653 que proibia os sacerdotes de permanecerem no país.

 

Quando levado a julgamento ele afirmou seu reconhecimento da autoridade do governo nos assuntos civis, mas insistiu que nas coisas relacionadas à religião ele obedeceria somente seus superiores e o Papa. Em sua defesa, ele afirmou que tinha que seguir sua consciência e por isso havia decidido ficar no país.

 

Sua vida de oração e mortificação foi fonte de edificação para outros padres que estavam presos com ele.

 

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Um frei Capuchino, julgado, culpado e preso junto com Guilherme e que foi banido da Irlanda depois de vários meses de encarceramento, mais tarde deu um importante testemunho em relação ao procedimento cristão de frei Guilherme Tirry.

 

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Quando parecia que o júri estava inclinado a julgar a ser favor, a influência dos inimigos prevaleceu e ele foi condenado à morte por enforcamento.

 

Guilherme foi levado para a forca acorrentado, vestindo o hábito Agostiniano e rezando o terço. Publicamente reafirmou sua fé. Uma grande multidão se juntou para receber sua benção.

 

Ele disse palavras de encorajamento ao povo presente, exostando-o a permanecer fiel à fé católica e ao Papa. Sua fé o levou a ir mais adiante em sua caridade: perdoou as três pessoas que o traíram em troca de dinheiro.

 

Testemunhas afirmam que até os Protestantes estavam profundamente comovidos por sua morte.

 

A impressão que a morte de Guilherme causou nos Católicos e Protestantes e as graças obtidas por meio de sua intercessão rapidamente fizeram com que sua reputação de martir se difundisse.

 

O beato sacerdote frei Ghilherme Tirry morreu enforcado em Clonmel no dia 12 de maio de 1654.

 

Mais tarde alguns amigos levaram seu corpo e o enterraram nas ruínas do convento Agostiniano de Fethard. Seu túmulo, no entanto, nunca foi descoberto.

 

O caso de Guilherme Tirry é um dos mais bem documentados dentre os 17 mártires irlandeses que foram beatificados pelo Papa João Paulo II no dia 27 de setembro de 1992.

 

Toda a Família Agostiniana celebra seu irmão no dia de seu martírio final: 12 de maio.

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Países que

 

aparecem no mapa:

 

  • 1- Irlanda

  • 2- Irlanda do 
         Norte

  • 3- Escócia

  • 4- Inglaterra

  • 5- País de Gales

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Cidades na Irlanda


que fizeram parte


da vida do beato


frei Guilherme


Tirry
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Ele foi levado


acorrentado 


para a forca

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Em 2005, 


Freis Agostinianos


participam

 
da benção 


da imagem


do frei agostiniano,


beato e mártir


Guilherme Tirry


na celebração 


dos 700 anos

 
da presença 


dos Agostinianos 


em Fethard, Irlanda

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Leitura Bíblica (I)

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição. Pois, à medida que os sofrimentos de Cristo crescem para nós, cresce também a nossa consolação por Cristo. (2Cor 1, 3-5)

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Leitura Bíblica (II)

Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna, em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros. A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém. (1Pd 5, 10-11)

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Oração (I)

Deus onipotente e misericordioso, destes ao beato Guilherme Tirry superar o martírio. Concedei que, celebrando o dia de seu triunfo, passemos invictos por entre as ciladas do inimigo, graças à vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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Oração (II)

Deus eterno e todo-poderoso, que destes ao beato Guilherme Tirry a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por vosso amor as adversidades, e correr ao encontro de vós que sois a nossa vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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O que Santo Agostinho fala do martírio pode ser considerado como algo corporativo e místico. O paradoxo da autonegação impera no pensamento agostiniano sobre o martírio:

 

  • ao morrer, os mártires vivem
  • ao perder suas almas, as ganham
  • ao negar-se a si mesmos, se encontram a si mesmos

Quando não tens nada, tens tudo, diz Agostinho. Ele sublinha que é a graça de Deus que faz um mártir. Deus, queconcede a vontade, concede também a capacidade para sofrer. Ele dá a vitória e coroa seus próprios dons.

 

Mediante a unidade com Deus, a vontade do mártir se fortalece. Deus "atua dentro" do mártir. Cristo transforma também seus mártires convertendo-os nele mesmo. Cristo é a cabeça dos mártires e estes são seus membros.

 

A unidade corporativa é tal que Cristo morre de novo nos mártires. Ele sofre na paixão deles e triunfa neles. Assim como Cristo sofreu, assim também a Igreja sofre por meio dos mártires.

 

O martírio literal será sempre a vocação mais excelsa do cristão. Historicamente, a Divina Providência permitiu perseguições. Mas na atualidade a batalha do mártir continua no seu interior: não faltam duras provas, mas elas podem ser vencidas: a batalha e a coroa estão preparados.

 

A luta acontece no interior dos corações e é no coração que a coroação vai acontecer. Quem permite tal coroação é o próprio Deus, Aquele que penetra o íntimo do coração. Por isso que os cristãos não podem fazer nada melhor que viver vidas virtuosas, imitando os mártires.

 

A abnegação dos mártires históricos se interpreta de maneira mais geral como desprezo pela vida presente e pelo desejo da futura ressurreição. Morrer diariamente significa fazer obras de caridade. Uma pessoa pode ser mártir, mesmo que morra em sua própria cama.

 

Com os mártires nós podemos aprender paciência e sacrifício. Tomando por exemplo o que Cristo fez por todos nós. Agostinho sublinha também a participação obediente dos mártires em Cristo e na Igreja.

 

Agostinho chega até a situar o episcopado ao lado do martírio, já que são duas graças confiadas por Deus: ambas defendem a unidade da Igreja. Agostinho vai muito mais além do individualismo heróico e do amor à honra que o martírio pode trazer à pessoa. O verdadeiro mártir é aquele que dá sua vida de maneira gratuita, em nome de Deus.

 

Agostinho se centra na paciência dos mártires, em sua humildade e submissão, defendendo o mártir que dá testemunho por meio do sofrimento.

 

 

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Algumas


frases


de


Santo

 
Agostinho


sobre

 
o martírio:

 

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