435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 04

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

Parte 04- Perguntas de 31 a 40

 

veja também:

Parte 01- Perguntas de 01 a 10

Parte 02- Perguntas de 11 a 20

Parte 03- Perguntas de 21 a 30

 

P31. Há exemplos bíblicos de atitudes que Deus atribuiu algum favor especial?
R. Sim; por exemplo, a Escritura nos diz que Moisés rogou com as mãos erguidas ao céu, e, nesta cerimônia, o Senhor estabeleceu a vitória dos judeus. (Ex 17, 11)

P32. Em que se fundamentam as cerimônias da Missa?
R. As cerimônias da Missa se fundamentam ora na necessidade, ora na comodidade ou em outros motivos simbólicos e místicos. Na pesquisa de todas elas, precisamos recorrer a uma infinidade de escritos em que se acham espalhados, procurando sempre suas origens.

P33. Poderia esclarecer com um exemplo?
R. Sim. Todos sabemos que lavamos com água as mãos e o corpo, por asseio; mas, a água usada no batismo não é para lavar o corpo pois, como diz S. Paulo: Non carnis depositio sordium (1 Ped 3, 21). A origem da água no batismo é puramente simbólica, ou seja, emprega-se aquele elemento tão próprio para lavar todas as coisas, para mostrar que, por meio do seu contato com o corpo, Deus purifica a alma de todas as manchas.

P34. Que é preciso fazer para se pesquisar devidamente a origem das cerimônias?
R. É preciso investigar também os tempos e os lugares em que elas passaram a ser usadas, verificar seus escritores contemporâneos e, nas orações contidas nos livros eclesiásticos mais antigos, analisar os objetivos da Igreja naquelas cerimônias, porque muitas vezes as próprias orações revelam seu verdadeiro sentido.

P35. Que mais devemos levar em conta para conhecer os motivos da Igreja no uso de determinadas ações que vemos na Santa Missa?
P. Além da pesquisa aludida anteriormente, devemos levar em conta o discernimento e bom senso que a Igreja empregou para estabelecer as razões das ações e das cerimônias da Missa.

P36. Como se classificam as razões em que a Igreja se baseou para estabelecer as ações e cerimônias da Missa?
R. Podemos classificar em seis razões.

P37. Qual é a primeira razão? Exemplifique.
R. A primeira razão é de conveniência ou comodidade. Há costumes que só podem ter como causa, estes fatores.

Exemplo: o motivo pelo qual se cobre o cálice depois da oblação é por pura precaução, para que nele não caia nada; e se o Micrólogo, que reconhece este motivo, acrescenta outros, é mais por sua conta que da Igreja.

P38. Qual é a segunda? Exemplifique.
R. Há usos que se fundamentam em duas causas: comodidade e simbolismo.

Exemplo: A primeira razão do uso do cíngulo sobre a alba é para impedir que esta caia e se arraste pelo chão; e esta razão física não impede a Igreja de determinar aos sacerdotes de cingirem-se como símbolo da pureza, pois S. Pedro nos recomenda a nos cingirmos espiritualmente: Succinti lumbos mentis vestrae (1 Pet 1, 13).

Outro exemplo: a fração da Hóstia se faz também, naturalmente, para imitar a Nosso Senhor Jesus Cristo que partiu o pão, e porque é preciso distribuí-la; mas, algumas Igrejas deram a esta fração um sentido espiritual, dividindo a Hóstia em três partes (Itália e França), em quatro partes (Grécia), e em nove partes (rito moçárabe).

P39. Qual a terceira causa? Exemplifique.
R. Às vezes uma causa de necessidade física foi substituída por uma razão mística.

Exemplo: o manípulo, inicialmente, era um paninho utilizado pelos que trabalhavam na igreja para enxugar as mãos. Há seis ou sete séculos que não se o utiliza mais para aquele fim original; no entanto, a Igreja continua a usa-lo para lembrar seus ministros que devem trabalhar e sofrer para merecer a devida recompensa (Ut recipiant mercedem laboris).

P40. Qual a quarta razão? Exemplifique.
R. Às vezes um uso estabelecido anteriormente por uma razão de conveniência foi substituído por razão simbólica.

Exemplo: até o final do século IX, quando o diácono cantava o Evangelho, voltava-se para o Norte, onde se encontravam os homens, porque convinha anunciar-lhes a palavra santa preferivelmente às mulheres, que se achavam no lado oposto. Porém, desde o final daquele século, em algumas igrejas, o diácono voltava-se ao Norte, mesmo sem a presença masculina, por uma razão puramente espiritual, que será exposta mais adiante.

 

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia