435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 05

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

Parte 05 - Perguntas de 41 a 50

 

veja também:

Parte 01- Perguntas de 01 a 10

Parte 02- Perguntas de 11 a 20

Parte 03- Perguntas de 21 a 30

Parte 04- Perguntas de 31 a 40

 

P41. Qual a quinta razão? Exemplifique.
R. As vezes uma razão baseada no asseio fez desaparecer um costume introduzido anteriormente, como um símbolo de pureza interior.

Exemplo: Na Igreja grega o sacerdote lava as mãos no início da Missa, enquanto que na Igreja latina ele as lava também antes da oblação.

“Este uso havia desaparecido, diz S. Cirilo de Jerusalém, não por necessidade, pois os sacerdotes se lavam antes de entrar na Igreja, mas para salientar a pureza interior que convém aos santos mistérios”.

Posteriormente, segundo S. Amalrico e a Sexta Ordem Romana, o bispo e o sacerdote lavavam as mãos entre a oferenda dos fiéis e a oblação do altar pois poderiam conter vestígios de pão comum distribuído aos leigos; e, como segundo esta ordem se incensavam as oblações, estabeleceu-se em fim a ablução dos dedos, após esta operação para maior asseio, sem abandonar, porém, a razão espiritual primitiva.

P42. Qual a sexta razão? Exemplifique.
R. Há usos que sempre tiveram razões simbólicas e místicas. Alguns põem em dúvida que elas tenham sido assim desde o princípio; porém será fácil nos persuadirmos disto, se considerarmos que os primeiros cristãos tinham sempre por objetivo elevar suas almas e seu pensamento aos céus, que neles tudo era simbólico, e que, como os sacramentos foram instituídos sob símbolos, eles se acostumaram a espiritualizar todas as coisas, como vemos nas epístolas de S. Paulo, nos escritos de S. Bernardo, de S. Clemente, de Justino, de Tertuliano, de Orígines, etc.

Exemplo: S. Paulo dá razões místicas ao povo, quanto ao costume seguido pelos homens nas igrejas, de rezar com a cabeça descoberta; o mesmo acontece com as explicações dos santos padres sobre as razões de S. Paulo.

Outro exemplo: Por razão simbólica, também, durante muitos séculos os novos batizados se trajavam de branco, indicando a inocência. Assim aconteceu com Constantino que cobriu seu leito e revestiu seu quarto de branco depois de ter recebido o batismo.

Mais um exemplo: quando os primeiros cristãos se voltavam para o Oriente para rezar, era porque viam o Oriente como a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo; e, quando rezavam em lugares elevados e bem iluminados, era porque a luz exterior representava o Espírito Santo, como nos diz Tertuliano (Lib. adv. Valent, c. 3).

Ainda: Todas as cerimônias que precedem ao batismo são outros tantos atos simbólicos. S. Ambrósio, que as explica para os que se preparavam para receber o sacramento, diz que se faz com que os catecúmenos se voltem para o Ocidente, para indicar que renunciam as obras de Satanás e as resistem de frente, e que, em seguida, voltam-se ao Oriente para olhar a Jesus Cristo, a verdadeira luz.

P43. Qual a postura recomendada para a oração na Missa durante os quatro primeiros séculos?
R. Recomendava-se a rezar em pé nos domingos e em todo o tempo pascal, e Tertuliano diz que era uma espécie de falta rezar de joelhos e jejuar em tais dias (Die dominico jejunium nefas ducimos vel de geniculis adorare, Tertuliano, Lib. de Cor., c. 3).

P44. Houve alguma recomendação conciliar sobre tal postura?
R. Sim. Sobre tal postura o primeiro Concílio geral estabeleceu até uma lei no cânon 25, e S. Jeronimo e Sto. Agostinho, apesar de ignorarem este cânon, falavam do referido costume sempre com muita veneração. Para S. Jeronimo, tratava-se de tradição com força de lei e Sto. Agostinho somente colocava em dúvida, se ele era seguido em todo o orbe católico.

P45. Qual a origem desse costume segundo alguns doutores?
R. Sto. Hilário, S. Basílio, Sto. Ambrósio, e muitos outros doutores, julgavam que o costume de rezar em pé nos domingos e no tempo pascal provinha dos apóstolos; porém os cânones e os Concílios, e todas as obras antigas que encontramos sobre isso, apresentam razões místicas.

P46. Que razão mais adequada podemos encontrar naquele costume?
R. Segundo S. Jeronimo, os fiéis assim procediam para honrar a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo pois, eretos, demostravam a esperança que tinham de participar da sua ressurreição e ascensão (Nec curvamur, sed cum Domino coelorum alta sustullimur, S. Jeronimo, Prol. In Ep. Ad Ephes.).

P47. Por que devemos penetrar nas razões e origens misteriosas dos costumes que envolvem as cerimônias da Missa?
R. Porque afastarmo-nos de tais razões e origens seria um afastamento do espírito e dos objetivos da Igreja, que claramente pede aos seus filhos que se apliquem a penetrar nos mistérios que envolvem as cerimônias.

P48. Há algum exemplo concreto desse desejo da Igreja?
R. Sim, como prova a oração que se lê nos antigos sacramentais, repetida todos os anos na cerimônia da benção das palmas: “Fazei, Senhor, que os corações piedosos dos vossos fiéis compreendam com fruto o que significa misteriosamente esta cerimônia”.

P49. Quais são os objetivos deste Catecismo?
R. O objetivo deste Catecismo é de formar um conjunto de ensinamentos que conserve o texto da liturgia, que explique suas cerimônias e que auxilie os fiéis a saborear por si próprios o sentido da oração pública, a amar sua majestosa sensibilidade, e fazer brotar dela todos os princípios e sentimentos que ela encerra.

P50. Qual é o esquema geral deste Catecismo para atingir seus objetivos?
R. Para melhor conseguir seus objetivos, este Catecismo seguirá um plano geral dividido em duas partes, como segue:
A – Primeira Parte: Instruções Preliminares sobre o Santo Sacrifício da Missa e as Preparações Prescritas para oferecê-lo.
B – Segunda Parte: Explicação das Orações e Cerimônias da Santa Missa.

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia