435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 14

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

 Parte 14 - Perguntas de 131 a 140

veja também:

Parte 01- Perguntas de 01 a 10

Parte 02- Perguntas de 11 a 20

Parte 03- Perguntas de 21 a 30

Parte 04- Perguntas de 31 a 40

Parte 05- Perguntas de 41 a 50

Parte 06- Perguntas de 51 a 60

Parte 07- Perguntas de 61 a 70 

...

 

Parte 08- Perguntas de 71 a 80

Parte 09- Perguntas de 81 a 90

Parte 10- Perguntas de 91 a 100

Parte 11- Perguntas de 101 a 110

Parte 12- Perguntas de 111 a 120

Parte 13- Perguntas de 121 a 130

 

P131. Que significa a expressão “plenitude dos tempos” encontrada nas Sagradas Escrituras?
R. “Plenitude dos tempos” significa a época em que a espera e a preparação da salvação dos homens fixada por Deus, está totalmente cumprida. Assim, depois de 4.000 anos de promessas, de figuras e de profecias, a terra ouviu este feliz anuncio de S. João Batista: “Eis o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (Jo 1, 29).

P132. Quando se iniciou o sacrifício da nova lei?
R. Podemos dizer que o sacrifício da nova lei começou no mesmo instante da Encarnação do Verbo em Maria, ou seja, na Anunciação feita pelo anjo Gabriel, quando ela lhe respondeu: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Luc. 1, 38).

P133. Que nos ensina S. Paulo sobre inicio do sacrifício de Cristo?
R. Segundo S. Paulo (Heb 10, 5 – 6) Jesus Cristo ao vir ao mundo aplicou a si as palavras do Salmo 39 e disse a Deus seu Pai: “Não quisestes hóstias nem oblações. Em vez disso, me destes um corpo. Os holocaustos não vos agradam, mas unistes à minha natureza divina um corpo no qual posso padecer e imolar-me à vossa santa vontade, que pede semelhante vítima; e eu disse: Eis que venho cumprir esta grande vontade, que não só esta escrita no livro da vossa aliança, com também desde este momento está gravado no meio do meu coração”.

P134. O nascimento de Cristo foi um prelúdio do seu grande sacrifício?
R. Sim. No nascimento do Homem Deus, hóstia já oferecida para a nossa salvação, ao nada a que se reduz, a privação por que passa, as lágrimas que derrama, são prelúdios do seu sacrifício final.

P135. Que figuram o estábulo de Belém e o presépio?
R. O estábulo de Belém figura um templo, e o presépio, um altar; e as lágrimas deste Deus Menino já teriam sido oblação suficiente para salvar o universo, se o que bastava para o nosso resgate teria bastado à caridade e à misericórdia do nosso Deus.

P136. Quando o Menino Jesus recebe o nome de Salvador, referência direta ao seu sacrifício?
R. Oito dias depois do venturoso nascimento, o Menino Jesus recebe o nome de Salvador: começa a exercer suas funções aos olhos dos homens, e, derramando as primeiras gotas do seu sangue, se obriga, por estas sagradas primícias, a derramá-las abundantemente no altar da Cruz.

P137. Que relação há entre a “Apresentação de Jesus no Templo” e o sacrifício do Calvário?
R. O Menino Jesus é conduzido ao Templo nos braços de Maria, em obediência à Lei; lá é colocado no altar do Deus verdadeiro e renova a solene promessa de morrer para a salvação do mundo. Eis aqui a oferenda do sacrifício cuja imolação irá se realizar no Calvário, e sua participação no Cenáculo e na Missa.

P138. A vida inteira de Nosso Senhor Jesus Cristo é considerada como oblação?
R. Sim. Toda a vida do Salvador, tanto no período obscuro de Nazaré, como no esplendor do seu ministério, foi uma seqüência desta oblação: os desejos do seu coração ansiavam, sem cessar, a consagração da vítima, até que se cumprisse o batismo de dor e de sangue em que devia ser imerso, para consumar o holocausto e abrasar as almas que se uniram ao seu sacrifício.

P139. Como manifestou Nosso Senhor seu desejo pela consumação do seu sacrifício?
R. Quando chegou a hora tão ansiada por Ele para passar deste mundo à mansão de seu Pai celestial, Jesus declara aos seus apóstolos: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes da paixão”(Lc. 22, 15), porque aquela Páscoa devia ser a última de Israel segundo a carne, bem como o verdadeiro cordeiro pascal seria substituído para os verdadeiros filhos de Abraão.

P140. Por que a última Páscoa, ou última Ceia de Nosso Senhor é marco entre a Antiga e a Nova Lei?
R. Porque na última Ceia, estando à mesa com seus discípulos, Nosso Senhor observa totalmente o preceito legal imposto por Moisés, quanto aos alimentos a serem consumidos naquela celebração, e, após cumprir plenamente ao estabelecido pela Antiga Aliança, institui o excelso sacrifício da Nova Aliança, ou da Nova Lei.

 

435 01 650 

Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia