435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 16

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

 Parte 16 - Perguntas de 151 a 160

veja também:

Parte 1: perguntas de 01 a 10

 

Parte 2: perguntas de 11 a 20

 

Parte 3: perguntas de 21 a 30

 

Parte 4: perguntas de 31 a 40

 

Parte 5: perguntas de 41 a 50

...

Parte 6: perguntas de 51 a 60

 

Parte 7: perguntas de 61 a 70

 

Parte 8: perguntas de 71 a 80

 

Parte 9: perguntas de 81 a 90

 

Parte 10: perguntas de 91 a 100

...

Parte 11: perguntas de 100 a 110

 

Parte 12: perguntas de 111 a 120

 

Parte 13: perguntas de 121 a 130

 

Parte 14: perguntas de 131 a 140

 

Parte 15: perguntas de 141 a 150

 

P151. Qual a relação entre o sacrifício da Missa e o do Calvário?
R. Assim como a Eucaristia precedeu a imolação de Cristo na Cruz, assim o sacrifício da Missa devia seguir e perpetuar a imolação do Calvário, como sinal de que o sacrifício de Cristo foi, e sempre será, o único sacrifício propiciatório, instituído no Cenáculo, consumado no Calvário e perpetuado nos nossos altares.

P152. Que nos revela a oblação da Cruz?
R. Na oblação da Cruz, tudo nos é sensível e patente: a escolha da vítima, sua oferta a Deus pelas mãos do sacerdote eterno e sua imolação sangrenta.

P153. Que encontramos, ainda, na oblação da Cruz?
R. Esta oblação encerra, ainda, o holocausto de adoração, a hóstia dos pacíficos e a expiação dos pecados.

P154. Podemos também ver a realização das figuras dos antigos holocaustos?
R. Sim, neste holocausto vemos a verdade das figuras antigas, como a do pássaro ou ave pura sacrificada para libertar a outra ave com seu sangue; a do bode expiatóriolançado fora de Jerusalém, com as prevaricações de todo o povo; o sangue da hóstia levada ao céu, verdadeiro Santo dos Santos, não feito pelas mãos dos homens; e, no lugar das vítimas prescritas pela lei, que somente figuravam a salvação sem nunca poder nos dar, temos na Cruz a única oblação de um Deus que, numa única hóstia, estabelece para sempre a santificação dos homens (Heb 10, 14), pelo precioso manancial que dela emanaaté a consumação dos séculos.

P155. Que conclui S. Paulo sobre este sacrifício da Cruz?
R. S. Paulo conclui não ser mais necessário que Jesus Cristo reitere seu sacrifício sangrento para a remissão dos pecados, como se reiteravam os sacrifícios da lei mosaica, bastando somente que os atos repetidos desta oblação, perpetuada na Missa, apliquem seu valor e seus méritos a cada fiel em particular.

P156. Que nos ensina, sobre isto, o Concílio de Trento?
R. Baseado na doutrina de S. Paulo, o Concílio de Trento claramente nos ensina: “Ainda que bastasse Nosso Senhor se oferecer uma só vez ao seu Pai, unindo-se no altar da Cruz para realizar a redenção eterna, Ele quis deixar à sua Igreja um sacrifício visível, tal como requer a natureza dos homens, pelo qual se aplicasse, de geração em geração, para a remissão dos pecados, a virtude deste sangrento sacrifício, que devia cumprir-se somente uma vez na Cruz; na última ceia, na mesma noite em que foi entregue, declarando-se sacerdote eterno, conforme a ordem de Melquisedeque, Ele ofereceu, a Deus Pai, seu corpo e seu sangue, sob as espécies de pão e de vinho, os deu aos seus apóstolos, a quem os tornou, então, sacerdotes do Novo Testamento, com estas palavras: Fazei isto em memória de mim, investindo-os, assim, e aos seus sucessores, no sacerdócio, para que oferecessem a mesma hóstia” (Sessão XXII, I).

P157. Portanto, porque se instituiu o sacrifício da Missa?
R. O sacrifício da Missa foi instituído, portanto, para nos aplicar o preço do sangue derramado na Cruz, para tornar a oblação única de Jesus Cristo, eficaz e proveitosa para cada um de nós, e para nos comunicar, pela sua própria virtude, o mérito geral e superabundante da fé e da penitência que conduzem aos sacramentos, nos quais aperfeiçoamos a justificação que a graça do altar começou.

P158. Quando foi celebrada a primeira Missa?
R. Ainda que o Filho de Deus seja sacerdote eterno, por decisão que se impôs como vítima dos homens, tornando-se para sempre pontífice da Nova e Eterna Aliança; ainda que, de fato, tenha começado o sacrifício com o primeiro batimento do seu coração, no instante da Encarnação, para cumprir-se na Ceia e no Calvário e receber sua perfeição nos mistérios da ressurreição e ascensão e na efusão do Espírito Santo, pode-se e deve-se crer que a primeira Missa foi celebrada no Cenáculo, à véspera da morte do Salvador.

P159. Que nos diz a Igreja sobre isto, no prefácio da Missa de Quinta-feira Santa?
R. A Igreja nos diz: “Jesus Cristo, verdadeiro e eterno pontífice, único sacerdote puro e sem mancha, ao estabelecer na última ceia, com seus discípulos, seu sacrifício verdadeiro e permanente, se ofereceu primeiro como vítima, ensinando aos seus apóstolos o modo de oferecê-lo”. Eis a idéia que se pode formar desta primeira Missa.

P160. Que paralelo podemos estabelecer entre o Cenáculo e a Santa Missa?
R. Podemos estabelecer o seguinte paralelo:
Cenáculo Santa Missa
1 – Jesus dirige-se ao Cenáculo: acompanhado dos seus discípulos, chega ao Cenáculo, onde estava preparada a mesa do sacrifício e da comunhão; 1 – O sacerdote dirige-se ao altar: precedido dos seus ministros, onde tudo está disposto para o sacrifício da Santa Missa;
2 – Jesus deixa a mesa depois da ceia prescrita pela lei, humilha -se, ao lavar os pés dos apóstolos, e os manda que se os lavem mutuamente, voltando, depois, a ocupar o seu lugar à mesa; 2 – O sacerdote desce ao pé do altar: mesmo purificado de faltas graves, para lavar-se e purificar-se das faltas mais leves, o sacerdote faz a confissão mútua com os assistentes, subindo, depois, ao altar;
3 – Jesus senta-se à mesa eucarística: instrui seus apóstolos, e lhes dá o resumo da sua doutrina, dizendo: “Eu vos dei o exemplo para que façais como eu fiz” (Jo, 13…) 3 – O sacerdote faz no altar a instrução pública e preparatória, com o objetivo de explanar estes dizeres profundos de S. Justino ( Apol. 2 …): “Só pode participar da eucaristia aquele que crê que nossa doutrina é verdadeira, que recebeu a remissão dos pecados e que vive como Jesus ensina”.
4 – Jesus toma o pão e o vinho num cálice, e os abençoa; 4 – O sacerdote toma o pão e o vinho num cálice: eis a oblação, as orações e bênçãos que a acompanham;
5 – Jesus deu graças, elevando os olhos aos céus: embora os evangelistas não registrem as palavras de que Jesus se serviu nesta ação de graças, sabemos, pela tradição, que Ele enumerou os benefícios da criação, da providência e da redenção, que iriam se concentrar nesta vítima adorável; depois, o Senhor partiu o pão e o deu aos seus discípulos, dizendo: “isto é o meu corpo”; em seguido os deu também o cálice, dizendo: “isto é o meu sangue”.
Eis a fórmula da consagração: “Tomai e comei, tomai e bebei”; esta é a Comunhão do Cenáculo. 5 – O sacerdote emprega as mesmas palavras e gestos no Cânon da Missa, repetindo a fórmula da Consagração.:”Tomai e comei, tomai e bebei”. Esta é a comunhão na Missa.
6 – Jesus pronuncia um hino de reconhecimento. 6 – O sacerdote termina o sacrifício com a ação de graças.

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia