435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 17

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

 Parte 17 - Perguntas de 161 a 170

veja também:

Parte 1: perguntas de 01 a 10

 

Parte 2: perguntas de 11 a 20

 

Parte 3: perguntas de 21 a 30

 

Parte 4: perguntas de 31 a 40

 

Parte 5: perguntas de 41 a 50

...

Parte 6: perguntas de 51 a 60

 

Parte 7: perguntas de 61 a 70

 

Parte 8: perguntas de 71 a 80

 

Parte 9: perguntas de 81 a 90

 

Parte 10: perguntas de 91 a 100

...

Parte 11: perguntas de 100 a 110

 

Parte 12: perguntas de 111 a 120

 

Parte 13: perguntas de 121 a 130

 

Parte 14: perguntas de 131 a 140

 

Parte 15: perguntas de 141 a 150

 

Parte 16: perguntas de 151 a 160

 

P161. Que fizeram Jesus e os apóstolos após a Ceia?
R. Os apóstolos saíram do Cenáculo com seu Mestre, e se dirigiram ao Horto das Oliveiras, para serem testemunhas da renovação e da consumação do grande sacrifício da Cruz, da mesma forma que o sacerdote se dirige ao santuário, subindo ao altar.


P162. Que paralelo podemos estabelecer entre a paixão, morte e ressurreição de Cristo e a Santa Missa?
R. Podemos estabelecer o seguinte paralelo:

Cenas da Paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo       Cenas da Missa

1 – Jesus ora no Horto, com o rosto prostrado na terra; 1 – O sacerdote, ao pé do altar, recita o Confiteor, em humilde postura;

2 – Jesus, amarrado, sobe a Jerusalém; 2 – O sacerdote, cingido com todos os paramentos, sobe ao altar;

3 – Jesus foi, de tribunal em tribunal, instruindo o povo, seus acusadores e seus juizes; 3 – O sacerdote vai de um ao outro lado do altar, para multiplicar e difundir a instrução preparatória;

4 – Jesus Cristo, assim que sentenciado e despojado de suas roupas, oferece seu corpo à flagelação, prelúdio da sua execução e morte; 4 – O sacerdote descobre as oblações, retirando o véu que cobre o cálice e a hóstia, ainda não consagrados, e faz a oferenda do pão e do vinho, que vão ser consagrados, e cuja substância vai ser consumida;

5 – Jesus é pregado na cruz; 5 – Da mesma forma como Ele se fixa no altar com as palavras da Consagração;

6 – Jesus é suspenso na Cruz, entre o céu e a terra; 6 – Como no momento da Elevação, na Missa;

7 – Jesus expira na cruz; 7 – O sacerdote parte a Hóstia, indicando, sensivelmente, esta morte;

8 – Jesus é colocado no sepulcro; 8 – Na Comunhão, Jesus é colocado no coração do sacrificador e dos cristãos;

9 – Jesus ressuscita glorioso; 9 – A ressurreição é significada pelo lançamento de um fragmento da hóstia consagrada ( o corpo de Cristo) no cálice que contém o sangue de Cristo, na hora em que o sacerdote diz a oração “Pax Domini sit semper vobiscum”, fazendo cinco cruzes sobre o cálice e fora dele. O sacerdote pede o efeito desta vida nova através das orações após a Comunhão;

10 – Jesus sobe aos céus, abençoando sua Igreja; 10 – O sacerdote se despede dos fiéis e os abençoa;

11 – Jesus envia seu espírito ao coração dos discípulos; 11 – No final da missa, é lido o início do Evangelho de S. João, que nos exorta a tornar-nos filhos de Deus (Jo, 1, …), dirigidos e movidos pelo seu espírito, conforme estas palavras do apóstolo S. Paulo: “aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus” ( Rom 8, 14).

 

P163. Podemos considerar a Ceia e a Paixão de Cristo como as duas primeiras Missas?
R. Sim. Podemos considerá-las como as duas primeiras Missas, celebradas pelo Salvador, cuja oblação Ele renovou com seus discípulos durante os 40 dias que precederam sua ascensão aos céus, como deduzimos da história dos discípulos de Emaús e das divinas aparições em que o Senhor era reconhecido pela fração do pão (Lc 24, 30).


P164. Que relação há entre a Missa atual e as palavras de Cristo após a última Ceia?
R. Nosso Senhor instituiu, após a última Ceia, a parte essencial das orações e cerimônias da Missa atual.


P165. Quem estabeleceu as orações e as cerimônias das outras partes?
R. As orações e cerimônias das outras partes foram estabelecidas pelos apóstolos, pela Tradição, e pela Igreja, que acrescentaram o conveniente à dignidade do sacrifício, em nada alterando o substancial da Instituição Divina.


P166. Como podemos ter certeza disto?
R. Porque notamos, tanto nas orações como nas cerimônias introduzidas, transcrições de circunstâncias ocorridas no Cenáculo e no Calvário, observando-se cuidadosamente o que as felizes testemunhas destas cenas viram e conservaram, através da tradição.


P167A Igreja utilizou a tradição somente para o sacrifício da Missa?
R. Não. Também em relação às cerimônias e orações dos sacramentos, a Igreja faz como fizeram os apóstolos, acrescentando orações costumeiras. No batismo, por exemplo, Nosso Senhor simplesmente mandou que se batizasse com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; as orações acessórias, que expressam seus efeitos e as obrigações que dele derivam, nos vêm da tradição e da piedade de todos os séculos.


P168. Quando os apóstolos começaram a celebrar os santos mistérios?
R. Os apóstolos começaram a celebrar os santos mistérios depois da ascensão de Nosso Senhor, como constatamos em muitas passagens dos Atos, escritos por S. Lucas, como, por exemplo:

1 – Os cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão da fração do pão e na oração (At 2, 42) enquanto faziam o serviço público do Senhor (At 13, 2);

2 – No primeiro dia depois do sábado (que corresponde ao Domingo), nome já dado por S. João (Apoc. 1, 10), estando reunidos, diz S. Paulo, para partir o pão (At. 20,7)…


P169. Destas afirmações, que idéia podemos formar da Missa e da liturgia dos tempos apostólicos?
R. Podemos deduzir:

1 – No primeiro dia da semana, em especial, e o mais freqüente possível, os fiéis se reuniam, sob a direção dos apóstolos, ou de pastores que eles haviam eleitos, na casa de algum cristão, ou em lugares bem ocultos, devido à perseguição dos judeus e dos gentios;

2 – Iniciava-se a oblação com a leitura dos profetas, das epístolas dos apóstolos, das cartas que dirigiam às igrejas, ou mesmo das cartas que estas mutuamente trocavam;

3 – É muito provável que, quando se escreveu o Evangelho, este passou a ser lido nas reuniões cristãs, principalmente para prevenir os fiéis contra a grande quantidade de Evangelhos apócrifos, que muitos se apressavam em escrever, para confundir a doutrina que Cristo nos deixara com seus apóstolos.

Estas leituras eram explicadas, conforme se lê em S. João, que, sendo conduzido a Éfeso em avançada idade, e não podendo mais discursar, limitou-se a esta curta exortação, digna do discípulo mais amado: “Meus filhos, amai-vos uns aos outros”.

4 – Em seguida benzia- se o pão e o vinho; esta oferenda era seguida de orações e de súplicas, por todos os homens, pelas necessidades públicas e particulares, e de ações de graças.

5 – No momento mais solene destas ações de graças, se consagravam o pão e o vinho, com as mesmas palavras usadas por Nosso Senhor.

6 – Seguia-se a oração dominical e o ósculo da paz, que todos trocavam mutuamente, partindo-se os dons sagrados para comunhão, depois da qual, sob juramento, se obrigavam a evitar todo o crime, a fugir de todo o pecado, e a morrer com Jesus Cristo e pela fé de Jesus Cristo. Finalmente, os fiéis eram despedidos com a saudação da paz de Deus e da graça de Nosso Senhor.


P170. Que outras testemunhas temos da oblação da Eucaristia nos primeiros séculos?
R. Temos diversas, tais como:

1 – S. Inácio, terceiro bispo de Antioquía, sucessor de S. Pedro e de Evódio, nesta cátedra, contemporâneo dos apóstolos, e que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado, nos apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna.

2 – Nos meados do segundo século, e pouco depois da morte do último apóstolo, S. Justino, célebre filósofo pagão que se convertera aos trinta anos de idade, tornando-se sacerdote e mártir, contemporâneo de Simeão (que havia ouvido Nosso Senhor), de S. Inácio, de Clemente, companheiro de S. Paulo na pregação, de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo, dirigiu uma apologia a Antônio , o Piedoso, para justificar as reuniões cristãs. É um antigo e precioso monumento da tradição dos primeiros séculos.

 

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia