435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 18

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

 Parte 18 - Perguntas de 171 a 180

veja também:

Parte 1: perguntas de 01 a 10

 

Parte 2: perguntas de 11 a 20

 

Parte 3: perguntas de 21 a 30

 

Parte 4: perguntas de 31 a 40

 

Parte 5: perguntas de 41 a 50

 

Parte 6: perguntas de 51 a 60

 

...

Parte 7: perguntas de 61 a 70

 

Parte 8: perguntas de 71 a 80

 

Parte 9: perguntas de 81 a 90

 

Parte 10: perguntas de 91 a 100

 

Parte 11: perguntas de 100 a 110

 

Parte 12: perguntas de 111 a 120

 

...

Parte 13: perguntas de 121 a 130

 

Parte 14: perguntas de 131 a 140

 

Parte 15: perguntas de 141 a 150

 

Parte 16: perguntas de 151 a 160

 

Parte 17: perguntas de 161 a 170

 

P171. Que nos diz, este precioso documento de S. Justino?
R. S. Justino, na sua famosa Apologia 2, escreve:
“No chamado dia do Sol (primeiro dia da semana, que corresponde ao nosso Domingo; o segundo dia era o dia da Lua, dies lunae, etc) todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo”.
“Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos”.
“Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água”.
“O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem!”.
“Distribui-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta comunhão aos ausentes”.
“Os que possuem bens e riquezas, dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades”.
“Celebramos nossas reuniões no dia do Sol, porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos”.

P172. Que notamos neste documento que conta 18 séculos de existência?
R. Nesta descrição do Santo Sacrifício da Missa, feita por S. Justino em meados do século II, notamos claramente os principais traços do serviço divino, tal como se conserva nos nossos dias, e como é praticado em todas as igrejas.

P173. Por que a liturgia da Missa resplandece hoje com tanto brilho?
R. Porque, se acrescentarmos àquela descrição de S. Justino, em si já tão luminosa contendo o corpo principal da Missa, os brilhantes escritos de Sto. Irineu, dos Clementes, dos Tertulianos, dos Cirilos, dos Ciprianos e Agostinhos, só com acréscimos acidentais, teremos a resplandecente liturgia da Santa Missa de hoje, sempre enriquecida, mas nunca alterada, através dos séculos, renovando sempre, e em todas as partes do mundo, na mesma forma e na mesma língua, o mesmo sacrifício propiciatório do Calvário.

P174. Por que até a fase da paz, concedida por Constantino à Igreja, havia poucas orações e cerimônias no sacrifício da Missa?
R. Porque assim exigia o perigo vivido pelos cristãos naqueles tempos. Porém, tanto as orações como as cerimônias estabelecidas, deviam ser observadas religiosamente e com muito mais cuidado, visto serem tradições orais referentes a uma prática rigorosa e solene.

P175. Quando foram introduzidas outras orações e a majestade do culto?
R. Quando foi possível erigir grandes basílicas e oficiar publicamente, com grande afluência do povo.

P176. Quando surgiram as primeiras redações litúrgicas?
R. No final do século IV, e início do século V, redigiu-se o corpo das tradições litúrgicas existentes.

P177. Quais foram as primeiras redações litúrgicas referidas ao santo sacrifício da Missa?
R. As primeiras redações litúrgicas relativas ao santo sacrifício da Missa foram:
1 – Liturgia de Jerusalém: também denominada de S. Tiago, visto esta igreja ter recebido e conservado a liturgia daquele seu primeiro bispo.
2 – Liturgia de Alexandria: conhecida também como de S. Marcos, cuja tradição fora deixada por este santo bispo àquela cidade.
3 – Constituições apostólicas: atribuídas ao Papa S. Clemente I, se bem que os autores destas diferentes obras compostas no século V, foram testemunhas e redatores dos veneráveis usos das igrejas mais antigas.
4 – Liturgia de S. Basílio, no Oriente, conhecida sob o nome de S. João Crisóstomo, e ainda hoje utilizada pelos orientais.

P178. Quem ordenou a liturgia no Ocidente?
R. A liturgia no Ocidente foi ordenada por Sto. Ambrósio e por outros escritores.

P179. A liturgia de Sto. Ambrósio foi totalmente seguida?
R. Essencialmente, sim. Porém, entre os latinos, houve muita variedade tanto nas orações acessórias como nas cerimônias não essenciais.

P180. Quem unificou as orações acessórias e as cerimônias não essenciais?
R. Foi S. Gregório, no século VI, através do famoso Sacramental que leva seu nome.

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia