435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 22

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

 Parte 22 - Perguntas de 211 a 220

veja também:

Parte 1: perguntas de 01 a 10

 

Parte 2: perguntas de 11 a 20

 

Parte 3: perguntas de 21 a 30

 

Parte 4: perguntas de 31 a 40

 

Parte 5: perguntas de 41 a 50

 

Parte 6: perguntas de 51 a 60

 

Parte 7: perguntas de 61 a 70

 

..

Parte 8: perguntas de 71 a 80

 

Parte 9: perguntas de 81 a 90

 

Parte 10: perguntas de 91 a 100

 

Parte 11: perguntas de 100 a 110

 

Parte 12: perguntas de 111 a 120

 

Parte 13: perguntas de 121 a 130

 

Parte 14: perguntas de 131 a 140

 

..

Parte 15: perguntas de 141 a 150

 

Parte 16: perguntas de 151 a 160

 

Parte 17: perguntas de 161 a 170

 

Parte 18: perguntas de 171 a 180

 

Parte 19: perguntas de 181 a 190

 

Parte 20: perguntas de 191 a 200

 

Parte 21: perguntas de 201 a 210

 

P211. Ao instituir este santo sacrifício, deu-lhe, Jesus, um nome específico?

R. Não. Ao instituir o santo sacrifício, Nosso Senhor não o designou com nenhum nome específico, pois somente disse aos apóstolos: «Fazei isto em minha memória».


P212. Como este santo sacrifício era denominado no início da era cristã?

R. Segundo a tradição, o santo sacrifício era designado com diversos nomes, tais como: sinaxe, ou assembléia; colecta, ou reunião; sacrifício, oblação, súplica, e eucaristia, ou seja, ação de graças, porque nela se realiza a solene ação de graças que Jesus Cristo presta a Deus Pai, bem como nela se expressam todos os benefícios que lhe são inerentes e todas as graças dela provenientes.

Também foi conhecido por expressões, como: ofícios dos divinos sacramentos, os santos, os veneráveis, os terríveis mistérios.

[Vide: Dionísio Aeropagita – (pseudo Dionísio) – De Hier, eccl. c. 5. Anastácio, Sin. De Sinaxe. Hilário, In Psalms 65. Tertuliano, libro 1 De Anima. S. Cypriano e Eusébio, Dem. Evang., lib.1. Conc. Laod. Can 19 e 58].


P213. Que nomes surgiram posteriormente?

R. No século VI, o santo sacrifício era denominado no plural, Missas e Missarum solemnia. Porém, há mais de 1500 anos, a Igreja grega o chama de liturgia, ou serviço público, e a Igreja latina de Missa.


P214. Que significa Missa?

R. Missa ou Missio significa despedida. Naquela divina ação, após a leitura do Evangelho despedia-se dos catecúmenos, ou seja, dos que ainda não tinham recebido o sacramento do Batismo, e dos penitentes, que haviam perdido a graça publicamente.


P215. Por que no século VI denominavam-no Missas, no plural?

R. Porque, naquela época, havia duas despedidas: a dos catecúmenos, antes da oblação, e a dos fiéis, depois da consumação do sacrifício, conforme claramente indicado por Sto. Agostinho e Sto. Isidoro de Sevilha (Sto. Agostinho, Sermonis 49 a 237; e Sto. Isidoro, Orig. 1.6, c. 19).


P216. Como eram ditas as despedidas (Missas) naquela época?

R. Após a leitura do Evangelho, o diácono dizia em alta voz: Ide, as coisas santas são para os santos; e depois da comunhão: Ide, a hóstia acaba de ser elevada deste altar ao trono da misericórdia, acompanhada dos vossos votos, Ite Missa est.


P217. Quem passou a designar com a palavra Missa o sacrifício do Altar?

R. Era difícil uma palavra que representasse melhor o sacrifício da Igreja, pois, Missa, significava o ofício em que só podiam ser admitidos aqueles que haviam sido batizados e conservavam sua graça. O próprio povo, marcado pela impressão causada pela palavra empregada pelo diácono, dita no início e no fim do ofício, passou a chamar o sacrifício do Altar de Missa (despedida), chegando até os nossos dias.


P218. Por que os ainda não batizados (catecúmenos) eram despedidos do santo sacrifício após a leitura do Evangelho?

R. A Igreja assim fazia para lembrar a muitos que, casualmente, merecem ser despedidos do ato a que só lhes permite assistir a indulgência da disciplina, e neles excitar a mais profunda humildade, dor e resolução de recorrer às fontes da graça, para que Deus não os desaloje do seu santuário eterno, quando a Igreja os admite no altar da terra, bem como para merecer o nome de fiéis com que ela os honra.


P219. Por que damos alguns nomes complementares à Missa?

R. Embora, em sua essência, a Missa seja uma só, isto é, a renovação do sacrifício do Calvário, algumas circunstâncias propiciaram o surgimento de nomes complementares. Assim, chamamos de Missa solene, quando celebrada com toda a majestade do cerimonial; de Missa pontifícia ou ordinária, conforme celebrada por um bispo ou por sacerdote. Missa cantada, quando recitada com coro; Missa rezada, sem coro.


P220. Que designa a Missa paroquial?

R. A Missa paroquial é acompanhada da benção da água e do pão, de orações, de proclamas e de admoestações, com práticas (sermão, pregação) feitas pelo próprio pároco aos seus paroquianos.

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia