435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 34

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435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

 Parte 34 - Perguntas de 331 a 340

veja também:

Parte 1: perguntas de 01 a 10

 

Parte 2: perguntas de 11 a 20

 

Parte 3: perguntas de 21 a 30

 

Parte 4: perguntas de 31 a 40

 

Parte 5: perguntas de 41 a 50

 

Parte 6: perguntas de 51 a 60

 

Parte 7: perguntas de 61 a 70

 

Parte 8: perguntas de 71 a 80

 

Parte 9: perguntas de 81 a 90

 

Parte 10: perguntas de 91 a 100

 

Parte 11: perguntas de 100 a 110

 

..

Parte 12: perguntas de 111 a 120

 

Parte 13: perguntas de 121 a 130

 

Parte 14: perguntas de 131 a 140

 

Parte 15: perguntas de 141 a 150

 

Parte 16: perguntas de 151 a 160

 

Parte 17: perguntas de 161 a 170

 

Parte 18: perguntas de 171 a 180

 

Parte 19: perguntas de 181 a 190

 

Parte 20: perguntas de 191 a 200


Parte 21: perguntas de 201 a 210

 

Parte 22: perguntas de 211 a 220

 

..

Parte 23: perguntas de 221 a 230

 

Parte 24: perguntas de 231 a 240

 

Parte 25: perguntas de 241 a 250

 

Parte 26: perguntas de 251 a 260

 

Parte 27: perguntas de 261 a 270

 

Parte 28: perguntas de 271 a 280

 

Parte 29: perguntas de 281 a 290

 

Parte 30: perguntas de 291 a 300

 

Parte 31: perguntas de 301 a 310

 

Parte 32: perguntas de 311 a 320

 

Parte 33: perguntas de 321 a 330

 

 

P331. Por que se acendem velas nas cerimônias fúnebres?

R. No século IV, os corpos dos fiéis que haviam falecido na fé eram levados à igreja, em procissão com círios acesos. S. Paulo, S. Simeão Estilista e o próprio imperador Constantino, assim foram conduzidos para indicar, com este solene séqüito de luminárias, que eles eram verdadeiros filhos da luz.

A quantidade de velas que ardiam, dia e noite, no túmulo dos mártires, conforme nos dizem S. Paulino e Prudêncio, brilhavam em homenagem à luz celestial de que usufruíam aqueles santos e que fazem a alegria dos cristãos: “Nasce a luz para os justos, e a alegria para os retos de coração” (Salmo 96, 11).

Da mesma forma, os círios acesos durante o dia nas igrejas foram sempre considerados símbolos da verdadeira luz, conforme nos diz S. Jerônimo e Sto. Isidoro (Etym., 1. 7, c. 12).

P332. Que diziam S. Pedro e S. Paulo utilizando a luz como símbolo?

R. S. Pedro dizia: todos vós sois filhos da luz e do dia; e S. Paulo: antes vós éreis trevas, mas, agora, sois a luz no Senhor: andai como filhos da luz.

P333. O que nos diz o Micrólogo sobre a luz nas missas?

R. Afirma que nós nunca celebramos a missa sem luz, não para dissipar o escuro, visto que é dia, mas para figurar e anunciar a luz eterna e divina cujos sacramentos e gloriosos mistérios celebramos.

P334. Haveria ainda algum outro motivo para se acender luzes durante a Missa?

R. Sim. A Igreja acolhe também este costume por sua relação ao espetáculo testemunhado por S. João no céu, quando viu o Filho do Homem entre sete candelabros de ouro. Os círios acesos nos advertem que devemos nos comportar como filhos da luz com a prática de atos de caridade, de justiça e de verdade.

§ 2 – PREPARAÇÕES INTERIORES

Preparação particular dos sacerdotes indicadas nas rubricas

P335. Que significa o termo ‘rubrica’?

R. Deu-se o nome de ‘rubrica’ às observações escritas em letras vermelhas no sacerdotal, texto utilizado pelos sacerdotes como preparação da Santa Missa, e no próprio Missal. Esta expressão vem do antigo direito romano, cujos títulos, regrasou decisões principais, eram escritas com caracteres em vermelho (rubro). As rubricas da Missa prescrevem o modo de recitá-la, para que fossem mais facilmente distinguidas no texto.

P336. Quando foram ordenadas as rubricas do Missal?

R. No final do século XV, pelo mestre de cerimônias Burcard, durante o pontificado dos Papas Inocêncio VII e Alexandre VI, sendo impressas pela primeira vez no Missal em 1485, em Roma, e no sacerdotal alguns anos depois, sob o pontificado de Leão X. Posteriormente, durante o Concílio de Trento, em 1570, o Papa S. Pio V reordenou e distribuiu as rubricas nos títulos do Missal.

P337. Que prescreve a rubrica no sacerdotal?

R. A primeira prescrição aos sacerdotes é que eles devem se confessar caso seja necessário.

P338. Por que essa regra?

R. Porque ela é conseqüência direta do preceito do apóstolo que disse: quem comer o pão da vida e beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; ou seja, o sacerdote deve estar em estado de graça, que é também prescrito a todos as fiéis para receberem o sacramento da Eucaristia. O estado de graça não abrange somente a disposição do sacerdote e dos fiéis, mas também inclui o discernimento conveniente entre o corpo de Nosso Senhor e o alimento que a providência concede indistintamente a justos e pecadores.

P339. Qual é a segunda rubrica para a preparação do sacerdote?

R. Ela prescreve também que o sacerdote deva ter rezado pelo menos as matinas e as laudes, conjunto de orações do ofício noturno e da manhã.

P340. Por que se exige dos sacerdotes pelo menos tais orações antes da Missa?

R. Sempre foram feitas longas orações vocais antes da Missa para excitar aqueles desejos que, como diz Sto. Agostinho na Epist. ad Probam, produzem mais efeito quanto mais se animam. Este costume, que é a preparação remota do santo sacrifício, remonta à antiguidade, pois já no século VI sabemos que Sto. Atanásio celebrava as vigílias na igreja quando teve que partir para o desterro. O motivo da celebração deste ofício, praticado por Sto Atanásio, é que ele devia recitar na igreja a Sinaxe, ou seja, a assembléia para o sacrifício, costume que ainda conserva resquícios em certas catedrais em que será celebrada Missa solene.

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia