435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 39

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

 Parte 39 - Perguntas de 381 a 390

veja também:

Parte 1: perguntas de 01 a 10

 

Parte 2: perguntas de 11 a 20

 

Parte 3: perguntas de 21 a 30

 

Parte 4: perguntas de 31 a 40

 

Parte 5: perguntas de 41 a 50

 

Parte 6: perguntas de 51 a 60

 

Parte 7: perguntas de 61 a 70

 

Parte 8: perguntas de 71 a 80

 

Parte 9: perguntas de 81 a 90

 

Parte 10: perguntas de 91 a 100

 

Parte 11: perguntas de 100 a 110

 

Parte 12: perguntas de 111 a 120

 

Parte 13: perguntas de 121 a 130

 

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Parte 14: perguntas de 131 a 140

 

Parte 15: perguntas de 141 a 150

 

Parte 16: perguntas de 151 a 160

 

Parte 17: perguntas de 161 a 170

 

Parte 18: perguntas de 171 a 180

 

Parte 19: perguntas de 181 a 190

 

Parte 20: perguntas de 191 a 200


Parte 21: perguntas de 201 a 210

 

Parte 22: perguntas de 211 a 220

 

Parte 23: perguntas de 221 a 230

 

Parte 24: perguntas de 231 a 240

 

Parte 25: perguntas de 241 a 250

 

Parte 26: perguntas de 251 a 260

 

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Parte 27: perguntas de 261 a 270

 

Parte 28: perguntas de 271 a 280

 

Parte 29: perguntas de 281 a 290

 

Parte 30: perguntas de 291 a 300

 

Parte 31: perguntas de 301 a 310

 

Parte 32: perguntas de 311 a 320

 

Parte 33: perguntas de 321 a 330

 

Parte 34: perguntas de 331 a 340

 

Parte 35: perguntas de 341 a 350

 

Parte 36: perguntas de 351 a 360

 

Parte 37: perguntas de 361 a 370

 

Parte 38: perguntas de 371 a 380

 

 

P381. Qual a origem dessa estola?

R. A estola dos diáconos teve a mesma origem da estola dos sacerdotes; um lenço fino e largo, colocado sobre o ombro esquerdo, assim como era usado pelos servidores romanos em suas festas solenes. S. Crisóstomo dizia que as pontas da estola dos diáconos flutuantes ao vento imitavam as asas dos anjos, e representavam a sua atividade (Hom. De filio pródigo). O IV Concílio de Toledo, em 633, determinou aos diáconos que só usassem um orarium no ombro esquerdo e, prendendo as extremidades no lado direito, sob a dalmática.

P382. Que era a dalmática?

R. Era uma túnica com mangas curtas e próprias para facilitar os movimentos dos que a usavam.

P383. Qual a origem da dalmática?

R. A dalmática era um vestuário usado na Dalmácia, daí seu nome; foi introduzida em Roma no século II.

P384. Como Sto. Isidoro considerava a dalmática?

R. Sto. Isidoro, no século VI, considerava a dalmática como veste sagrada, branca e adornada com bainhas em púrpura. Por isso ela se tornou um traje solene, devendo inspirar uma santa alegria, conforme a expressão do pontifical (De ordin. Diac.). Além da dalmática, os diáconos usam também a estola.

P385. Por que os sacerdotes e ministros devem usar tais paramentos?

R. Tais paramentos são utilizados pelos sacerdotes e ministros para atender os desejos da Igreja de se revestirem de justiça (Ps 131), ou seja, do conjunto de virtudes convenientes ao seu ministério.

P386. Qual deve ser o vestuário dos fiéis durante a celebração do Santo Sacrifício da Missa?

R. A Igreja recomenda aos fiéis que devem se aproximar daquelas virtudes próprias do sacrifício que oferecem através do celebrante a Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, o amito deve lembrá-los da decência dos vestidos e do recolhimento e do silêncio na casa de Deus; a Alba e o cíngulo, devem lembrar a pureza e a modéstia; o manípulo lembra a santa vida e as boas obras da fé que devem unir à santa vítima; a estola, a dignidade da sua vocação que convida a sacrificar na terra e a reinar no céu; a casula, lembra o fogo da fé e da lei de Deus com que devem subir ao altar e de praticar no mundo todos os atos da sua vida; enfim, o vestuário deve mostrar para a alma a grandeza do sacrifício, o seu tempo de preparação e a abundância de frutos que dele devem usufruir.

P387. Por que os paramentos são de diferentes cores?

R. As cores também devem acompanhar o estado de espírito com que a Igreja celebra as diversas festividades. Assim, já no início do século IV, a cor era a branca, pelos mesmos motivos expostos quando tratamos da Alba, e algumas vezes se usou a cor vermelha, ou a púrpura, que entre os gregos era sinal de luto. O branco indicava a pureza do cordeiro sem mancha, e a púrpura, o luto. Usava-se o branco nas solenidades e festas comuns, e o vermelho nos dias de jejum e nas cerimônias fúnebres.

Porém, logo se passou a usar a cor preta para simbolizar o luto, a exemplo do patriarca Acácio de Constantinopla que, para demonstrar a aflição e a dor que sentira pela promulgação do edito do imperador Basilisco contra o Concílio de Calcedônia, se cobriu de preto e revestindo assim também o altar e a cátedra patriarcal.

P388. Além das cores branca e vermelha, que outras cores a Igreja latina utilizava?

R. Além daquelas cores, a Igreja latina utilizava também paramentos azuis para que os fiéis pensassem no céu, como dizia Ivon de Chartres. No século XII, porém, a Igreja latina passou a usar paramentos em cinco cores diferentes para celebrar comemorações específicas.

P389. Quais foram as cinco cores utilizadas usadas pela Igreja latina após o século XII?

R. Foram as seguintes cores: branca, vermelha, verde, violeta e preta.

P390. Que significado tinha cada uma daquelas cores?

R. Cada cor era usada para lembrar aos fiéis as diversas disposições da alma segundo a natureza da festividade comemorada. Assim, cada cor significava:
1- Branca: simbolizava a alegria, o brilho e a pureza; utilizada nos dias comemorativos dos mistérios gozosos e gloriosos de Nosso Senhor Jesus Cristo, nas festas dedicadas à Nossa Senhora e à maior parte dos santos;
2- Vermelha: lembrava o espírito de sacrifício, a efusão do sangue, o ardor da caridade; usada na Sexta-feira Santa; no dia de Pentecostes, na festa dos Apóstolos e dos mártires;
3- Verde: indicava aos fiéis a fecundidade do campo e da riqueza proveniente das ações espirituais; utilizada a partir do domingo da Santíssima Trindade até o Advento;
4- Violeta: símbolo da penitência; usada no tempo do Advento, da Sexagésima (60 dias antes da Páscoa) e da Quaresma;
5- Preta: como sinal de luto da Igreja e dos seus filhos, no tempo da Paixão e nas Missas fúnebres.

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia