Santo Agostinho, mestre para os jovens do século 21

mestre 200Ordem dos Agostinianos Recoletos
Formação Permanente

 

 

O testemunho da vida de Santo Agostinho e sua forma de contá-lo em primeira pessoa o faz ser uma referência para os jovens do século 21, que vivem os mesmos problemas e inquietações. 

 

Frei Santiago Insunza, agostiniano recoleto, escreve sobre a atualidade de Santo Agostinho na publicação do quinto número do Programa de Formação Permanente 2018. No texto ele afirma que o testemunho da vida de Santo Agostinho e a forma com que ele conta tudo em primeira pessoa o faz ser uma referência para os jovens do século 21, que vivem os mesmos problemas e inquietações pelas quais Santo Agostinho passou.

 

O texto é uma pergunta clara: Santo Agostinho é um mestre para os jovens do século 21? O próprio autor, o agostiniano recoleto frei Santiago Insunza, responde afirmativamente dizendo que “sim, ele é”. O principal fundamento é que Santo Agostinho, em suas obras Confissões, conta em primeira pessoa, abrindo o coração, sua vida com os mesmo problemas e inquietações que os jovens de 2018 têm, e Santo Agostinho responde a partir da fé e do amor.

 

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O autor afirma que “o segredo da simpatia que temos por Santo Agostinho não está nas peripécias de uma biografia salpicada de episódios luminosos e dramáticos, nem na profundidade de suas obras, nem em suas intuições geniais. Santo Agostinho atrai porque, quando fala do ser humano, é de si mesmo que fala”, diz frei Insunza logo no início do artigo.    

 

O texto é de fácil leitura e o conteúdo repassa a história de Santo Agostinho, história de vida que o próprio Agostinho compartilha em seu livro autobiográfico mais conhecido, As Confissões. “Agostinho foi homem de perguntas, de vocações e de amores, de convicções firmes e dúvidas pungentes”, escreve o autor, que também afirma que “o melhor de Agostinho é sua radiografia interior, seu itinerário humano e crente. Como homem, vivenciou amores, atordoamentos e derrotas. Como crente, se sentiu indefeso e temeroso ante um Deus que encontrou no claustro de sua própria intimidade.

Um dos pontos de Santo Agostinho que o acerca de nossa juventude é o enorme valor que o santo de Hipona dá à amizade. “Quando se fala da amizade, Santo Agostinho é uma referência obrigatória”, indica frei Santiago Insunza. Ele deixa claro que Santo Agostinho não foi um teórico sobre a amizade, mas escreve a partir de experiência concretas de amizade, já que os amigos estiveram sempre presentes em sua vida. Agostinho é um amigo fiel.

O amor é outro segredo em sua vida. Amor em todos os âmbitos: as relações pessoais, familiares e com Deus. “O amor foi uma das grandes vocações de Agostinho. Viveu intensamente sua história pessoal e não se pode estender o mistério da vida humana e o mistério de Deus sem o amor ... o ser humano é feliz quando ama”.

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Santo Agostinho não entende o amor como meio para a relação carnal, mas como a base da existência humana. “Colocar Deus adiante de qualquer complacência corporal – escreve o autor – supõe um grau de maturidade espiritual e de autodomínio que Santo Agostinho não teve nos primeiros anos de juventude”. Ama e faça as coisas acontecerem a partir de ti mesmo, desde as suas certezas e convicções mais firmes.

O conflito entre fé e razão, presente em muitos jovens, também está presente em Santo Agostinho. Sempre houve quem justificasse a indiferença religiosa em um paganismo prático dizendo que Deus falhou por haver evitado a morte de um ser querido e não ter evitado uma desgraça irreparável. Por isso, conclui o autor do artigo que “a equação entre pensar, amar e crer é sinônimo de crescimento humano”.

Fonte: Site da Ordem