Seis perguntas – e respostas – sobre a União das Províncias dos Agostinianos Recoletos


seis palavras 200Ordem dos Agostinianos Recoletos
Reestruturação e Revitalização

 

Desde o Capítulo Geral de 2010, a Ordem dos Agostinianos Recoletos está realizando o processo de união das províncias. A poucos dias de se efetivar a última fase da união, este texto tem a intenção de responder alguma dúvidas sobre a reestruturação.  

No dia 10 de outubro de 2018 começará em Monachil (Granada, Espanha) o Capítulo Provincial da Santo Tomás de Vilanova, que incorporará na união as províncias Santa Rita de Cássia e São José. As províncias São Nicolau de Tolentino e Santo Agostinho se uniram em maio em Marcilla (Navarra, Espanha) e as províncias Nossa Senhora da Candelária e Nossa Senhora da Consolação se uniram em julho no Deserto da Candelária em Ráquira (Boyacá, Colômbia). Com a realização do 36º Capítulo Provincial da Santo Tomás de Vilanova, se finaliza um processo que vem sendo gestado desde 2010. Em seis perguntas, e suas correspondentes respostas, explicamos de forma clara e simples o processo de reestruturação na união das províncias.

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Brasões das Províncias: São Nicolau de Tolentino, Santo Tomás de Vilanova,
Nossa Senhora da Candelária e Santo Ezequiel Moreno: as quatro
províncias que configuram a Ordem depois do unificação das províncias

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1. Quais províncias se unem?

As províncias que se unem são: 1-) A Província Santo Agostinho se uniu à Província São Nicolau de Tolentino (maio de 2018); 2-) A Província Nossa Senhora da Consolação se uniu à Província Nossa Senhora da Candelária (julho de 2018) e; 3-) As Províncias São José e Santa Rita de Cássia se unirão à Província São Nicolau de Tolentino (outubro de 2018).

seis 2002. Por que se unem as Províncias da Ordem dos Agostinianos Recoletos - OAR?

O processo de união das províncias, cujo desenvolvimento ao longo de 2018 está se completando, é a culminação de uma etapa de discernimento na Ordem que começou faz anos, no Capítulo Geral de 2010, a partir de um desejo de revitalização e de uma necessidade de reestruturação da família.

O processo tem por objetivo buscar uma melhor forma de viver a vocação e a missão que os Agostinianos Recoletos têm na Igreja. O processo de revitalização interna da Ordem considera a reorganização de suas estruturas externas, atendendo as novas circunstâncias e contextos de nosso mundo.

Com a união das províncias e da reorganização de ministérios, os Agostinianos Recoletos buscam potencializar a evangelização, a pastoral juvenil e vocacional, a vida comunitária e os religiosos e as obras sociais com os pobres. Definitivamente, a intenção é uma atualização da recolecção agostiniana.

3. Quem decidiu a união das províncias?

Foi no Capítulo de 2016 onde, depois de um processo de discernimento, se pensou nas diversas opções de reestruturação das províncias. Antes do Capítulo Geral forma realizadas muitas consultas aos mais de 1.000 religiosos agostinianos recoletos a partir de informes elaborados pelas províncias e da Cúria Geral. O Capítulo Geral estabeleceu uma comissão que organizaria de forma concreta o processo de união.

Finalmente, o Capítulo Geral considerou que a mais oportuna era o modelo de união das províncias mantendo algumas delas; neste caso, São Nicolau de Tolentino, Nossa Senhora da Candelária e Santo Tomás de Vilanova. A Província Santo Ezequiel Moreno, a mais recente criação, não se une a outra província, mas sim tem o compromisso de expandir-se pela região asiática para internacionalizar sua presença.

seis 2004. Que processo foi realizado para levar a cabo esta união?

Durante o ano de 2017 e de 2018 diversas comissões e subcomissões das províncias se reuniram para estudar os diferentes aspectos do Projeto de Vida e Missão. O objetivo foi apresentar o resultado do estudo nos capítulos provinciais que aconteceriam ao longo de 2018, com o propósito de se ter um projeto de revitalização e reestruturação das províncias unidas. A união acontece no início dos capítulos provinciais quando se promulga o decreto que faz efetiva a união das províncias. A aprovação da unificação das províncias tem a autorização da Santa Sé, do Vaticano.

5. O que acontece com as paróquias, colégios e casas da Ordem?

Entende-se que o processo de união das províncias se efetiva no início dos capítulos provinciais de 2018; mas necessitará de tempo e dedicação até que se normalize a nova situação. Durante um tempo será necessário que o ritmo em paróquias, colégios e comunidades continue de forma ordinária, mas pouco a pouco se vão dando passos de colaboração. Por exemplo, já há noviciados e teologados (seminários para os estudantes de teologia) comuns na América e na Europa; passos estão sendo dados para estabelecer redes educativas e de centros de espiritualidade agostinianos recoletos - CEAR; já existe a promoção das experiências de religiosos provenientes de outros países, etc.

seis 2006. De que forma isto afetará o trabalho pastoral e social da Ordem?  

O objetivo fundamental é que todo esse processo tenha frutos no interior das comunidades, reforçando a identidade carismática e a vivência da vocação agostiniana recoleta, objetivando comunidades mais evangelizadoras. Isto deverá ter frutos também no trabalho pastoral e social da Ordem, potencializando os projetos em comum e ampliando novos horizontes.

A busca de novas missões de fronteira, o impulso na vida espiritual, na pastoral vocacional, na vitalidade e atenção as paróquias, na dedicação à formação de novos religiosos, a aposta por uma educação como plataforma evangelizadora, a aposta nos jovens, o compromisso com os leigos, etc. ... são alguns sinais que provam e comprovam que este processo tem vida e dá vida.

Tradução e edição para este site: Frei Mason
Fonte: Site da Ordem