4 de setembro: Nossa Senhora da Consolação

 

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O presente título é divulgado no mundo inteiro pelos Agostinianos.

 

 

 

Invocada como padroeira dos lares, ela promove a harmonia no seio das famílias e a conversão dos filhos desviados.

 

O sentimento mais enraizado no coração humano é o desejo da felicidade. 

 

No entanto, nada mais comum do que o sofrimento entre os seres humanos.

 

Por isso mesmo, todos nós necessitamos de afeto e consolação; porém, neste mundo enganoso, muitas vezes não encontramos consolações humanas.

   

Existe uma fonte de esperança, um raio de luz que ilumina as trevas do desespero e distribui a paz aos corações atribulados.

 

É a consolação dos Aflitos, a Mãe de Deus, Nossa Senhora da Consolação.

 

 

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A invocação é antiga. Vamos primeiro recordar a lenda para depois centrar o interesse nos poucos dados que possuímos com caráter histórico.

 

Conta a lenda que, angustiada pela perda de seu esposo Patrício e pelos extravios de seu filho Agostinho, Mônica recorreu à Virgem pedindo-lhe ajuda e solicitando que lhe revelasse como Ela se vestia depois da morte de seu esposo, São José.

 

Maria a consolou com uma aparição, na qual lhe mostrou um vestido de cor negro, cingido com um cinturão de couro e entregou-lhe sua correia prometendo proteger todo aquele que vistisse como Ela e se cingisse com sua correia.

 

A lenda se propagou durante os séculos XIV e XV e alcançou seu apogeu nos dois séculos seguintes. Paralelamente os agostinianos atribuiram à correia valores taumatúrgicos e lhe deram um significado místico. A correia passou a ser símbolo de mortificação, disponibilidade e pureza.

 

Logicamente a lenda carece de base histórica e nos conduz a um mundo aberto ao irreal e maravilhoso, que já não é o nosso. Porém, é correto dizer que

 

"reflete um fato que, de um ou outro modo, teve que suceder no coração de Mônica, e funde em uma única realidade três devoções de todo agostiniano: à Mãe de Deus, a Santo Agostinho e à Santa Mônica.

 

A Consolação recorda a alegria de Mônica pela conversão de seu filho e aviva em nossos corações a esperança de que Maria não deixará nunca de velar por nós e nossos entes queridos" (Frei Angel Martinez Cuesta).

 

Segundo os dados históricos, em sua origem, nenhum laço especial relaciona esta invocação à Ordem Agostiniana.

 

A Idade Méida, dentro de sua rusticidade cultural e relaxamento dos costumes, teve acertos louváveis em outros múltiplos aspectos da vida de fé, entre outros, descobrir o papel da Virgem no plano religioso, e em conseqüência, fundamentar dogmaticamente e difundir sua devoção com entudiasmo.

 

Consta que em meados do século XV os agostinianos veneravam no norte da Itália uma imagem de Maria, invocada sob este precioso nome.

 

Em 1575 a Confraria fundada em Bolonha uniu-se à de Cinturados de Santo Agostinho. A união passou a formar uma Arquiconfraria que adotou o título de "Cinturados de Santo Agostinh e de Santa Mônica" sob a invocação de Nossa Senhora da Consolação.

 

A partir de então a devoção e o culto se propagaram constantemente, favorecidos pelos Papas e pelo zelo dos agostinianos.

 

O autêntico sentido teológico da invocação de Nossa Senhora da Consolação, tão caro a todo agostiniano, está fielmente refletido na oração coleta de sua festa:

 

Por meio da Virgem Maria, te dignaste enviar a teu povo a verdadeira Consolação, Cristo Jesus... 

...

 

Poderes
taumatúrgicos
são
poderes
milagrosos

 

 .

 

É místico
aquele 
ou
aquilo 
que está 
relacionado
com o
espiritual 
e o 
contemplativo

 

 

Frei
Angel
Martinez
Cuesta
é
historiador
da Ordem

 

 .

 

A
devoção
à 
Bem-aventurada
Virgem Maria,
com o título
especial da 
Consolação,
propõe
aos fiéis
sinal  da
esperança
segura e
do conforto
para o
Povo de Deus
em
peregrinação. 
( Const. 30 )

 


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Todas as comunidades e cada religioso amem fielmente e procurem imitar a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, em cuja proteção se apóia a recoleção agostiniana.

 

Procurem honrá-la principalmente com o culto litúrgico e tenham em grande estima sobretudo aqueles exercícios de piedade mariana recomendados pelo Magistério da Igreja e que expressam mais claramente a nota trinitária e cristológica que lhes é intrínseca e essencial.

 

Venerem de modo especial e fomentem a piedade dos fiéis para com a Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora da Consolação, tradicional na família agostiniana.


Constituições dos Agostinianos Recoletos, número 78
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Leitura I: Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebemos a dignidade de filhos. (Gl 4, 4-5).

 

Leitura II: Tudo o que outrora foi escrito, foi escrito para nossa instrução, para que, pela constância e consolação que nos dão as Escrituras, sejamos firmes na esperança. O Deus da constância e da consolação, vos dê também perfeito entendimento, uns aos outros, como ensina o Cristo Jesus. (Rm 15,4-6)

 

Ó Deus, que por intermédio da Virgem Maria, vos dignastes enviar ao vosso povo a verdadeira consolação, Jesus Cristo; concedei-nos, pela intercessão da mesma Virgem Maria, sejamos consolados em nossos trabalhos e aprendamos a partilhar com nossos irmãos.

 

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Amén.

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