28 de setembro: Mártires Agostinianos do Japão

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Os primeiros missionários agostinianos chegaram ao Japão em 1602. 

 

A messe era promissora, as conversões numerosas e muitos desses cristãos se sentiram atraídos pelo modo de vida agostiniano.

 

Por volta de 1617, em meio de tanta esperança, surgiram perseguições impetuosas aos cristãos.

 

Entre os muitos mártires encontram-se agostinianos - frades e leigos - que testemunharam sua fé em Jesus até a prematura morte de sangue.


Os martirizados e seus martírios:


  • em 1617, o padre frei Ferdinando de São José e seu catequista André Yoshida foram decapitados;
  • em 1622, o padre frei Pedro Zúñiga foi queimado vivo;
  • em 1630, o irmão frei João Shozabuco, os oblatos Miguel Kiuchi Tayemom, Pedro Kuhieye, Tomás Teria Kahioye e os terciários Mâncio Seisayemon e Lourenço Hachizo foram decapitados;
  • em 1632, os padres frei Bartolomeu Gutiérrez, frei Vivente de Santo Antônio Simoens e frei Francisco de Jesus Terrero foram queimados vivos.
  • entre tantos outros cristãos, dentre eles agostinianos

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O grupo de mártires representa os países do Japão, México, Portugal e Espanha, além de várias ramificações da família agostiniana.

 

Os missionários agostinianos chegaram ao Oriente por intermédio das Ilhas Filipinas.

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A história dos missionários agostinianos do século XVII (com início em 1602) no Japão conta com o glorioso número de mais de 100 frades, seculares e membros da Arquiconfraria de Nossa Senhora da Consolação, que derramaram seu sangue em nome da fé.

 

Em 1602 chegaram os primeiros missionários agostinianos ao Japão. A messe apresentou-se promissora, a colheita era cada vez mais abundante e as conversões eram numerosas.

 

A vida agostiniana ia encarnando-se nos naturais do país: professores agostinianos, terciários e membros da Arquiconfraria de N. S. da Consolação. A perseguição, porém, surgiu impetuosa em meio de tanta esperança.

 

O grupo de mártires representa

 

os países do Japão, México, Portugal

 

e Espanha, além de várias ramificações

 

da família agostiniana.

 

Com as perseguições, tanto os religiosos quanto seus novos convertidos, irmãos e irmãs japoneses cristãos, tivessem que pagar um alto preço pela sua fé.

 

Um dos primeiros mártires foi Ferdinando Ayala (Ferdinando de São José), de uma ilustre família de Castela (Espanha). Ele nasceu em 1575 em Valestros, Espanha, e ingressou na Ordem com a idade de 18 anos enquanto visitava parentes em Montilha.

 

Ferdinando era excelente nos estudos e foi convidado a ensinar na Universidade de Alcalá de Hernares. Contudo, quando foi feito um apelo pelo procurador da missão das Filipinas pedindo voluntários para a nova missão da Ordem Agostiniana no Japão, Ferdinando foi o primeiro a dar seu nome.

 

Em 1603 ele renunciou à sua posição de professor e chegou ao Japão em dezembro de 1604.

 

Entre as suas fundações está a de Nagasaki, onde seu grande fervor, compaixão e paciência encorajou muitos à fé.

 

Em cada centro missionário ele estabeleceu a Arquiconfraria e a Ordem Terceira para o contínuo desenvolvimento espiritual dos novos cristãos. Escreveu diversos livros para instrução catequética e fundou casas para idosos, para os enfermos e para os delinqüentes.

 

No dia 27 de janeiro de 1614, o Imperador do Japão assinou um decreto que expulsava os missionários e ordenava a destruição de suas igrejas. Diante da tortura, Ferdinando não se acovardou. Ele consolou e encorajou seus convertidos a permanecerem fiéis à suas crenças. Finalmente, ele foi degolado em 1617.

 

No mesmo ano, André Yoshida, um dos catequistas de Ferdinando e presidente da Arquiconfraria de Nossa Mãe da Consolação, foi também degolado.

 

Pedro Zúñiga chegou ao Japão em 1618 mas foi obrigado a retornar às Filipinas quando o governador de Nagasaki soube que ele era filho do Vice-rei da Nova Espanha e por isso não podia ser sentenciado à morte. Dois anos mais tarde, no entando, Pedro retornou, foi capturado, torturado e finalmente quimado vivo. Mais de mil neófitos testemunharam seu martírio.

 

Os oblatos João ShozabucoMiguel Kiuchi TayemonPedro KuhieyeTomás Teria Kahioeye e os terciários Mâncio Seisayemon e Lourenço Hachizo foram decapitados em 28 de outubro de 1630.

 

Bartolomeu Gutierrez, um mexicano, chegou ao Japão vindo de Manila em 1612. No início ele foi forçado a passar o dia escondido numa caverna durante o dia e trabalhar como ministro para comunidade cristã japonesa no escuro da noite.

 

Traído por um ex-cristão, ele e seu catequista, João Shozabaco, foram presos em 10 de novembro de 1629. Enquanto João foi decapitado em 1630, os tormentos de Bartolomeu começaram em dezembro de 1631, quando foi submetido à torutra em dolorosos banhos sulfúricos que surtiam muito efeito em fazer com que muitos cristãos renunciassem sua fé.

 

Por causa de sua constância, seus torturadores fizeram com que doutores curassem suas feridas para que a tortura começasse diversas vezes. Ele foi finalmente queimado vivo no dia 3 de setembro de 1632, junto com Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antônio.

 

Estes dois últimos agostinianos eram membros da congregação dos Recoletos. Eles chegaram a Nagasaki em outubro de 1632 e foram recebidos pelo padre Bartolomeu. Depois de dois anos de intensa atividade missionária, eles também se tornaram seus companheiros de morte.

 

A memória destes doze membros da Família Agostiniana é observada no dia 28 de setembro.

 

Os doze mártires acima mencionados foram beatificados por Pio IX em 1867.

 

Sua festa representa para o Ordem um testemunho de universalidade (pertencem a quatro nações: Espanha, Japão, México e Portugal) e de relações fraternas com outras Ordens.

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Agostinianos 
Mártires do
Japão 

 

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O Japão
é um país
composto
por um
conjunto
de mais de
três mil
ilhas e fica
próximo às
duas Coréias
(do Norte
e do Sul) e
da China. 

 

Neófito:
pessoa 
recentemente
convertida ao
Cristianismo

 

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Manila é a
capital das
Filipinas,
um país
composto 
por mais de
7 mil ilhas

 

Não muito
distante do
Japão, as
Filipinas foi 
a porta de 
entrada dos
missionários
agostinianos
no Oriente

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O Papa
Pio IX

 

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Leitura I: Não damos a ninguém motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado. Pelo contrário, em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, por uma constância inalterável, em tribulações, necessidades, angústias, açoites, prisões, tumultos, fadigas, vigílias, jejuns, pela sinceridade, conhecimento, paciência, bondade; pelo Espírito Santo, pelo amor sincero, pela palavra da verdade, pelo poder de Deus. (2Cor 6, 3-7a).

 

 

Leitura II: Debaixo do altar vi as vidas daqueles que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que tinham dado. Gritavam em voz forte: "Senhor santo e verdadeiro, até quando, tardarás para fazer justiça, vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?" Então, cada um deles recebeu uma veste branca e foi-lhes dito que ficassem esperando mais um pouco de tempo, até se completar o número dos seus companheiros e irmãos, que iriam ser mortos como eles. (Ap 6,9-11)

Deus Pai de bondade,

 

que concedestes aos Bem-aventurados

 

mártires do Japão, a graça de sentir-se,

 

pelo vínculo da religião, uma família,

 

a serviço do Evangelho, mais unida

 

e mais íntima que a do sangue;

 

dai-nos, por sua intercessão,

 

ter sempre uma só alma

 

e um só coração dirigidos para vós.

 

 

Por nosso Senhor Jesus Cristo,

 

vosso Filho, na unidade

 

do Espírito Santo.  Amén.

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